“Mas todos nós somos como o imundo, e todas
as nossas justiças, como trapo de imundícia; e todos nós caímos como a folha,
e as nossas culpas, como um vento, nos arrebatam” (IS 64.6).
Você já deve ter ouvido falar por alguém que
somos como trapos de imundícia, aos olhos de Deus. Mas você sabe o que é?
O
QUE É JUSTIÇA.
No Antigo Testamento, a justiça está sempre
relacionada ao que é direito, reto, suave, do hebraico “yashar”, ou seja, todo
julgamento justo. Isso nos deixa entender que toda boa obra que praticamos aos
olhos de Deus não tem valor de nada, entendendo assim, só chegamos à conclusão
de que necessitamos totalmente da graça de Deus.
TRAPOS
Trapos, na maioria dos dicionários, são:
pedaço de pano velho; farrapo; fragmento de roupa rota; terno ou vestido velho;
sedimento tartaroso no fundo das vasilhas que contêm vinho; Rodilha; Pessoa
velha, cansada. Esse é o significado de trapos, porém os trapos por si só não
são imundos, mas passam a ser quando se contaminam ao se relacionar com algo
imundo.
IMUNDÍCIA
Uma pessoa impura era proibida de toca em
coisas sagradas, e só retornaria a comunhão mediante os rituais de purificação,
a impureza distanciava o indivíduo do santuário (Nm 5.3), até as festa
principais como a Páscoa lhe era proibido até a sua purificação (Nm 9.6-13).
Trapos imundos são panos de pessoas
consideradas imundas, literalmente, tradicionalmente, são atribuídos a pano de
menstruação (Lv 15.33; Lv 20.18; Lm 1.17). Porém, tudo que envolver impureza é
imundo, poderia ser panos que envolviam leprosos, panos de pessoas mortas,
panos em chiqueiros de porcos, etc. Vejamos:
·
Qualquer que levar os seus cadáveres lavará
as suas vestes, e será imundo até à tarde (Lv 11.25).
·
Destes, porém, não comereis; dos que ruminam
ou dos que têm unhas fendidas; o camelo, que rumina, mas não tem unhas
fendidas; esse vos será imundo (Lv 11.4)
·
Se também tocar alguma coisa que estiver
sobre a cama ou sobre aquilo em que ela se assentou, será imundo
até à tarde (Lv 15.23).
·
Se morrer algum dos animais, que vos servem
de mantimento, quem tocar no seu cadáver será imundo até à tarde
(Lv 11.39).
·
Quando também o que tem o fluxo cuspir sobre
um limpo, então lavará este as suas roupas, e se banhará em água, e será imundo
até à tarde (15.8).
·
E tudo aquilo sobre o que cair alguma coisa
deles estando eles mortos será IMUNDO; seja vaso de madeira, ou veste, ou pele,
ou saco, qualquer instrumento, com que se faz alguma obra, será posto na água,
e será imundo até à tarde; depois será limpo (Lv 11.32).
·
Ou qualquer que tocar a algum réptil, pelo
qual se fez imundo, ou a algum homem, pelo qual se fez imundo,
segundo toda a sua imundícia (Lv 22.5)
·
Lepra inveterada é na pele da sua carne;
portanto, o sacerdote o declarará por imundo; não o encerrará,
porque imundo é (Lv 13.11).
·
Ou seja, quando alguma pessoa tocar em alguma
coisa imunda, seja corpo morto de fera imunda, seja corpo morto de animal imundo,
seja corpo morto de réptil imundo, ainda que não soubesse,
contudo, será ele imundo e culpado (Lv 5.2).
·
Também o porco, porque tem unhas fendidas, e
a fenda das unhas se divide em duas, mas não rumina; este vos será imundo
(Lv 11.7).
·
Esta é a lei daquele que tem o fluxo, e
daquele de quem sai o sêmen da cópula, que fica por eles imundo (Lv
15.32).
No
livro de Levíticos 11-15 encontra-se mais de 100 vezes a palavra imundo,
ficando evidente que tudo que se mistura com algo imundo tornasse imundo e que
precisa se purificados, para retornar a comunhão com o Senhor, em alguns caso a
impureza era temporária, porém tinha que cumpri o período de distanciamento Por
Ex: no caso de toca um animal que houvesse morrido por causas naturais, a
pessoa ficava impura até à tarde do mesmo dia, se fosse cadáver humano sete
dias.
Conclusão:
Esse artigo foi feito para esclarecer que
trapos de imundícia não são só panos de menstruação, mas que é qualquer pano
que se contamina com tudo considerado imundo, principalmente panos que se enrolavam em leprosos e cadáveres. Para retornar à pureza, precisaria cumprir
com todos os rituais exigidos, só assim era purificado e voltava ao santuário
do Senhor.
Referência:
SANTOS,
Edvanio vicente, trapos de imundícias. Disponível em: tesecacusigrejas.
STAMPS,
Donald C, Bíblia de estudo pentecostal, 1995. CPAD.
HUFF,
paul, O pentateuco, 2007.