TEORIA "JEDP"

  

 Até o século XVIII e no começo do século XIX, os cinco primeiros livros da Bíblia, Gênesis, Êxodo, Levítico, Número e Deuteronômio, eram todos atribuídos a um único autor, Moisés. Tanto entre judeus como cristãos, eram unânimes que foi Moisés. A partir dessa data começaram a surgir diversos debates a respeito do pentateuco e Jean Astruc, professor de medicina em Paris, iniciou esta teoria por nota que o nome, Elohim (Deus) aparecer em algumas passagens e Jeová em outras principalmente no livro de Gênesis, foi com o alemão Julius Wellhausen, com os diversos pensamentos dos anteriores sobre o pentateuco, que se consolidasse a atual teoria JEDP.

 

O que significa JEDP

JEDP é uma teoria que afirma que não foi Moisés quem escreveu o pentateuco ou em toda sua totalidade também conhecida por hipótese documental, Teoria das Fontes ou Crítica das Fontes, mais que teve outros autores depois dele, e teve sua forma final nos tempos de Esdras, no século IV a.C. São quatro hipótese cada uma dessa letra J, E, D, P corresponde a um documento.

Fonte Javista (J)

Segundo os especialistas, a narrativa foi escrita no reino de Judá, no ano 950-850 a.c, onde Deus é descrito em forma humana, e sempre usa o tetragrama “YHWH”, para se referir a Deus, que muitos traduzem como Jeová.

Fonte eloísta (E)

Usa o nome genérico de Deus Elohim, e foi escrito pelo reino do Norte (Israel).

No século VII a.C.

Código Deuteronômio (D)

compreende todo o livro de Deuteronômio. Foi composto possivelmente sob a direção do sumo sacerdote Hilquias, como programa oficial do partido da reforma patrocinado pelo rei Josias (II Rs 22-23). Durante os anos 600 a.C.

 

Código Sacerdotal (P)

essa fonte sempre é representada pela letra P, que é a inicial do nome sacerdote em alemão “priester”, e sempre relaciona com os ritos e prática sacerdotal, escrita no ano 500 a.C.

 

Teoria conservadora.

Os conservadores rejeitam essa teoria documentária (JEDP), alegando que não são dados suficiente para essa dedução só por causo de o nome de Deus aparecer de duas maneiras diferentes, no corão (livro sagrado dos muçulmanos) aparecer algo semelhante o nome divino “Alá” em algumas passagem e o nome “Rabe” em outra, mas não são atribuídos a vários autores. Uns dos defensores dessa teoria afirmam que “as diferenças são poucas e podem ser classificadas como acidentais”¹.

 

A arqueologia e a crítica.

Na época em que a crítica textual foi desenvolvida, a arqueologia estava apenas começando, mas com várias descobertas arqueológicas, muitas evidências que confirmam a historicidade de grande parte do pentateuco, os achados do segundo milênio d. C em Nazu (perto da moderna Kirkuk). Vários documentos foram encontrados nessa região, os quais mostram com clareza diversas práticas patriarcais.

 

Conclusão.

Os anos se passar e as discussões continua, mas aceita a teoria JEDP é não aceita os outros escritos Bíblico que confirmar que é Moisés quem escreveu, venho testamento o “Livro de Moisés” (Ne 13:1; 2 Cr 25.4), “o Livro da lei de Moisés” (Ne 8:1), “a Lei do SENHOR” (13 16:40'>1Cr 16:40; Ed 7:10) e “o Livro da Lei de Deus” (Ne 8:18). Novo testamento (Jo 5.46,47; Lc 16.31; Lc 24.44).  Jesus considerou que foi Moisés que escreveu (Jo 5.46,47), só em jesus ter afirmado já é, mas que o suficiente.

 

Referências:

¹HUFF, Paul, o pentateuco. 2007, P. 247.

STRAMPS, Donald C, Bíblia de estudo pentecostal, 1995. CPAD.

ÂV da Silva - 2013 - academia.edu