Evangelização Rabínica

  

Mas o que será evangelização Rabínica? Essa é a palavra que Randy Newman usa para responder à pergunta com outra pergunta. Que era praticado até mesmo por Jesus, há mais de dois mil anos atrás, os Rabinos preparavam os seus discípulos com esses métodos, até hoje é praticada e ensinada pela escola de “leshivas”. Também é chamada de “pilpul”.

 

PORQUE APRENDE A FAZER PERGUNTAS

Fazer pergunta é uma ferramenta poderosa para descobrir valor e fazer o outro refletir no que está perguntando, que muitas das vezes, na verdade, está debatendo com indivíduo. Salomão nos dá alguns conselhos que temos que observar:

Evitar discussão: “começar uma discussão é como abrir brecha em um dique; por isso desista do assunto antes que surja a contenda” (Pv 17.14); quem ama a discussão ama o pecado; quem constrói uma porta alta busca a destruição” (Pv 1719); “um irmão ofendido e mais inacessível do que uma cidade fortificada, e as discussões são como as portas trancadas de uma cidadela” (Pv 18.19).

Paulo dá exemplos em atos 17, de um discurso saudável, vale a pena ler. A mesma boca que junta pode ser a mesma boca que separa.

Reconhecer o tolo: Percebemos que alguns diálogos que começamos devem cessar, e outro jamais poderia começar. Salomão nos ensina: “Mantenha distância do tolo, porque você não achará conhecimento em seus lábios” (pv 14.7); não fale com o tolo, que ele desprezará a sabedoria das suas palavras” (18.2).

Não se esquecer da língua: As nossas palavras têm poder para amaldiçoar e abençoar, a “boca do justo” e a “fala dos retos” podem produzir sabedoria (Pv 10,31); resgatar os ímpios (Pv 12.6); trazer cura (Pv 12.18; 16.24; 15.4); e torna o conhecimento atraente (Pv 18.21). Já ao contrário, pelo lábio negativo, “a língua mentirosa odeia aqueles a quem fere” (Pv 26.28); é como fogo devorador (Pv 16.27); derrama insensatez (pv 15.2; 12.18; 12.6). Fica evidente que os problemas da evangelização está na maneira como falamos.

Quem ganha alma sábio é: Em provérbio 11.30, diz algo muito importante: “o fruto do justo é árvore de vida”, “aquele que conquista almas é sábio”, deixando bem claro sobre as nossas influências sobre os outros. Esses frutos são as nossas atitudes e principalmente no que vamos falar, ou perguntar.

 

JESUS E A EVANGELIZAÇÃO RABÍNICA

Um bom exemplo está em Lucas 20.1-8, quando o sacerdote e mestre perguntam para Jesus: com que autoridade estás fazendo essas coisas? Quem te deu autoridade? E Jesus responde: eu também lhes farei uma pergunta; digam-me: o Batismo de João era do céu ou dos homens?

Em Marcos 12.28-28, pergunta o mestre da Lei, “De todos os mandamentos, qual é o mais importante”, uma pergunta honesta, então o mestre dá uma resposta direta e sábia “e Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: não estás longe do Reino de Deus. E já ninguém ousava perguntar-lhe mais nada” (Mc 12.34).

Você, lendo a Bíblia, vai perceber que era comum entre os judeus essa abordagem Rabínica, responde com uma pergunta. Sempre pode ser a melhor opção quando notamos que nossa resposta não vai dar frutos, ou só vai gerar contendas.

 

CONCLUSÃO

Então, temos que usar Jesus como nosso modelo, aprendendo sempre com Ele, pois ele próprio falou: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também (Jó 13.15); Paulo também seguiu os passos do seu mestre, “Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo” I Co 11.1). Vale a pena, ao invés de responder, indaga com muitas perguntas mesmo que você já tenha a resposta.

 

Referência:

SANTOS, Edvanio Vicente, tesecacusigrejas. Disponível em: tesecacusigrejas.blogspot.com.

BÍBLIA, almeida corrigida, 1995, CPAD.

NEWMAN, Randy, evangelização e apologética por meio de perguntas, 2021.