Eutanásia, Ética cristã

  

Eutanásia é uma junção de duas palavras gregas, “eu”, bom/boa; “thánatos”, morte. Traduzindo, Boa morte, esse termo foi criado pelo Francis Bacon, um filósofo inglês no século XVII. A eutanásia se refere ao ato de tirar a vida de uma pessoa que sofre de enfermidade incurável, com intenção de tirar a pessoa do sofrimento.

O primeiro país a legalizar essa prática foi a Holanda, em 2002, no Brasil desde 1988, e considerado crime. Essa decisão de legalizar ou não depende do país, considerando sempre aspectos culturais, religiosos, filosóficos e históricos. No Brasil, existem leis que aceitam a ortotanásia, que é a prática de retirar os medicamentos ou equipamento que prolongue a vida do paciente. Resolução n.º 1805/06, que versa sobre a ortotanásia, dispõe: “Artigo 1º. É permitido ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente em fase terminal, de enfermidade grave e incurável, respeitada a vontade da pessoa ou de seu representante legal”.

 

O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE ESSE ATOR

A Bíblia é bem clara no Decálogo (Dez mandamentos), no sexto “não matarás” (Êx 20.13), sempre está relacionada em preservar a santidade da vida humana. Em I Samuel 2.6, “o senhor é o tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela”; fica claro que a vida foi o senhor que deu, e médico, enfermeiro e familiares não têm poder de decidir ou provocar a morte de alguém.

Observamos homens que, em um momento de sua vida, pedia a Deus que a tirasse sua vida, Moisés (Nm 11.15), o profeta Elias (I Rs 19.4), da mesma forma Jonas (Jn 4.3). Porém, em nenhum desse caso, Deus permitiu, demonstrando que a vida só pertence a Ele. O senhor sabe o momento certo em que a vida deve dizer adeus.

 

QUAL PROCEDIMENTO DO CRISTÃO DIANTE DA EUTANÁSIA

 A pós-modernidade defende a eutanásia, no Brasil o Governo Federal vive em discussão, indivíduos querem que aprove quanto antes. Alguns, para defender a eutanásia, usam o rei Saul, quando pede para seu escudeiro tirar sua vida para não cair na mão do inimigo, porém o escudeiro se recusa, o rei pega sua espada e se joga sobre ela. Mas não podemos nos esquecer de que o rei já fazia tempo que tinha deixado de fazer a vontade de Deus. O homem amalequita, quando traz a mensagem para o rei Davi, insinuando o que avia feito, o rei não aprovou e mandou matar o amalequita. (II Sm 1.5-16; 4.10; I Sm 31).

Evidentemente todos os cristãos verdadeiros não podem ser a favor, da morte prematura “eutanásia”, porque não está de acordo, com a Ética cristão e vontade Deus, e todo cristão que passa por sofrimento, precisa agir como o patriarca Jó, que disse não a morte, “Então, sua mulher lhe disse: ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus e morre. Mas ele lhe disse: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos o bem de Deus e não receberemos o mal. Em tudo isto, não pecou Jó com os seus lábios” (Jó 2.9-10).

Conclusão:

Atualmente vivemos em tempos difíceis, em que ou o cristão se apega à vontade de Deus ou é enganado, muitas ideologias, filosofias e até teologias, que tentam construir razão para justificar práticas condenadas por Deus, chamando o bem de mal e o mal de bem. “Aí dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade, luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo, doce, e do doce, amargo!” (Is 5.20).

 

Referência:

PÚBLICO, Revista do Ministério. Rio de Janeiro: MPRJ, n. 26, jul./dez. 2007

BÍBLIA, almeida corrigida, 1995, CPAD.