LEPRA NA BÍBLIA

 LEPRA NA BÍBLIA

 



            O que é a lepra? Atualmente sabemos que é uma doença causada por uma bactéria chamada “Mycobacterium leprae” é comumente conhecida por “Hanseníase”, devido ao médico que descobriu a causa da doença em 1874, “Gerhard Armauer Hansen” era um médico bacteriologista. Na Bíblia, chama-se Lepra, palavra grega “λέπρα”. Existem relatos de que há 4000 anos essa doença já assolava os seres humanos. No Brasil, o presidente Fernando Henrique Cardoso assinou a Lei 9 010, que diz, em seu Artigo 1º: “O termo ‘lepra’ e seus derivados não poderão ser utilizados na linguagem empregada nos documentos oficiais da Administração centralizada e descentralizada da União e dos Estados-membros”. Isso em 29 de março de 1995. Então passou a ser empregado por Hanseníase.

 

Lepra no Antigo testamento

O antigo testamento em sua totalidade foi escrito em hebraico e a palavra para se referir a essa doença é “tsara’ath”, traduzido para o português como Lepra. No livro de Levítico, capítulo 13-14, trata-se sobre essa causa. Lepra é uma palavra genérica porque era usado para descrever uma variedade de doenças de pele, até as manchas em Parede e roupas que chamamos de mofo ou fugo era empregado a mesma palavra (Lv 13.47-59), só entre esses dois capítulos menciona quatro tipos de Lepra (Lv 13.2, 4, 26, 31) e o diagnóstico aplicado para cada tipo.

Muitas das vezes ela é chamada de praga da Lepra, e os sintomas descritos eram inchações, pústulas, ou empola branca. O diagnóstico estava sob a responsabilidade do Sacerdote que avaliava cada caso. Se acaso não conseguisse identificar a doença, o indivíduo era isolado e, após sete dias, voltava novamente. Ao examinar, o sacerdote o declarava limpo ou impuro.

 Hoje sabemos que a lepra é transmitida de pessoa a pessoa, através do contato prolongado, principalmente quando a pessoa tosse ou respira e a pessoa saudável respira as gotículas da bactéria. Ela não se pegar por: aperto as mãos ou abraçando; sentados um ao lado do outro no ônibus; sentados juntos em uma refeição; nem de mãe para filho durante a gravides ou ato sexual. É uma doença que pode estar oculta porque os sintomas muitas das vezes só começam a aparecer entre 2 e 20 anos. É a causa de observar essa doença mais em adultos, porque até criança pode se contaminar.

Nos tempos bíblicos, ainda não tinha encontrado um tratamento que o curasse como atualmente, o que ocasionava medidas de catástrofe. Era considerado impuro e tinha que abitar distante da cidade; em lugares conhecidos como leprosários, esses lugares foram instituídos pelos judeus e chamavam-se de “Vale dos Leprosos” que existiu durante a idade média e moderna, instituídos pela igreja católica.

A doença estabelecia três tipos de exclusão: território, pois o indivíduo teria que morar fora da cidade. Social, distância dos amigos, parente, filhos, esposa, todos quanto convivia. Espiritual, pois era considerada uma pessoa condenada por Deus, assim sofrendo fisicamente, espiritualmente, emocionalmente. Além disso, quando um se aproximava, eles deveriam gritar: imundo, imundo!

 

Casos de lepra no antigo testamento

As primeiras menções na história da Lepra aparecem no Egito há 4000 anos a.C. Foram achados esqueletos nas escavações com marca da doença. E Hipócrates também faz algumas declarações para os seus alunos sobre ela em 460 a.C., na Bíblia encontramos 55 vezes referência no antigo testamento a ela e 13 vezes no novo testamento.

A lepra em Moisés

A lepra era uma doença mais temida da época. Deus, para mostrar seu poder diante de Moisés, manda Moisés colocar a mão no peito e, quando tira, estava leprosa, não a mesma lepra conhecida com Hanseníase, mas uma enfermidade cutânea na época, mas temida (Êx 4.6).

 

Lepra em Miriam

Miriam, por questionar a autoridade que Deus deu ao seu servo, ficou leprosa instantaneamente e já nos últimos estágios da doença (Nu 12.19-16). Mas seu irmão Arão, sumo Sacerdote, rogou por sua irmã, ela teve que ficar isolada durante sete dias.

 

Lepra em Naamã

Naamã foi um chefe do exercido da Síria, guerreiro que avia conquistado muitas guerras, mas tinha esse mal, a praga da lepra, um homem que convivia com a sociedade. Existem duas hipóteses que tenta responder porque Naamã não teve que ficar isolado. Um em que as leis estabelecidas em Israel não teriam vigo na Síria por ser outro país; segundo, que sua lepra não era a Hanseníase que obrigava viver fora da sociedade. Sua história está em II Reis, capítulo 5.

 

Imagem de Elefantíase

Lepra de Jó

Jó foi ferido Satanás, segundo o próprio livro, mas os antigos atribuíam que essa doença era a elefantíase por levar o mesmo nome “shehim” que aparece em outra passagem bíblica, deuteronômio 28.35.

 

A lepra do rei Uzias

Uzias foi uns dos melhores Rei e reformadores, no livro dos reis seu nome aparecer como azarias, foi um Rei que começou bem como muitos, porém seu orgulho foi a causa de sua decadência no final de seu reino (II Cr 26.16), prosperou muito por obedecer a deus e seguir os conselhos dos profetas, uns de seu pecado foi usurpa o lugar do Sacerdote oferecendo incenso em seu lugar. Ficou leproso e morou em lugar separado dos demais até sua morte (II Cr 26.21). “E dormiu Uzias com seus pais, e o sepultaram com seus pais no campo de sepultura que era dos reis, porque disseram: leproso é” (II Cr 26.23).

 

LEPRA NO NOVO TESTAMENTO

No tempo de Jesus, as mesmas leis sobre a lepra ainda estavam em vigor, mas a fama de Jesus foi se espalhando, a palavra de esperança para os enfermos chegou até nos lugares mais sóbrios onde os leprosos habitavam.

 

Simão, o Leproso

A Bíblia não faz muitas menções sobre Simão, o leproso. Provavelmente o texto está se referindo ao que era leproso (com certeza Jesus já avia curado ele em outra ocasião), porque era proibido estar em meio sociais, nesta mesma casa em que mora Lazaro, com sua irmã.

 

Os dez leprosos

Jesus, quando estava entrando em uma aldeia, foi logo dez, de uma só vez, roga a Jesus, por misericórdia. Eles pararam de Longe, mas não gritaram: imundo, imundo! Mas “mestre tem misericórdia de nós” (Lc 17.13). Jesus os mandou irem se mostrar ao Sacerdote, provavelmente ao meio do caminho, olhando um para o outro, perceberam que estava sarado, porém, só um veio agradecer a Jesus. Os outros 9 foram como ao Sacerdote, como está na lei para se mostrar ao Sacerdote, porém aquele veio logo agradecer a Jesus. (Lc 17.11-18).

 

Ação de Jesus para com os leprosos e a atitude da igreja na idade média

Enquanto os leprosos eram desprezados pelos Sacerdote e a comunidades, Jesus o perdoava e o curava, isso serviu como exemplo para igreja, que durante a alta idade média entre o séculos V à X, para dar um auxílio as doenças e aos, mas fracos surgiu a instituição dos hospitais que foi reconhecido pelo imperador Justiniano 525-565 d.C. esses hospitais davam diagnostico aos doente e realizava tratamento, durante as cruzadas foram criados 320 leprosário para tratar dessa doença, esse s leprosário eram hospitais onde avia atitude humanitária e se chamavam lazaretos com atendimentos específicos.

 

Conclusão:

Hoje Já se sabe que existem muitas doenças que era considerada incurável durante a antiguidade, e que a maioria tem cura ou tratamento, é deve da igreja não receita remédio mais encaminha para um especialista na área e se possível da Apoio emocional e até financeiro, pois somos uma comunidade em cristo.

 

Referência:

SANTOS, Edvanio vicente. Lepra na Bíblia. Disponível em: Leprosos na Bíblia. Disponível em: tesecacusigrejas.

CDC, doença de Hansen (Lepra). Disponíveis em: https://www.cdc.gov/leprosy/index.html

Acesso em 11 de abr. de 2024.

ÁGAPE, Ministério Seara Lepra Disponível em: https://www.searaagape.com.br/estudobiblicosobrealepra.html. Acesso em 12 abr. 2024.

BÍBLIA. Almeida corrigida 1995. CPAD.