LEPRA NA BÍBLIA
Lepra no Antigo testamento
O antigo testamento em sua totalidade foi
escrito em hebraico e a palavra para se referir a essa doença é “tsara’ath”,
traduzido para o português como Lepra. No livro de Levítico, capítulo 13-14,
trata-se sobre essa causa. Lepra é uma palavra genérica porque era usado para
descrever uma variedade de doenças de pele, até as manchas em Parede e roupas
que chamamos de mofo ou fugo era empregado a mesma palavra (Lv 13.47-59), só
entre esses dois capítulos menciona quatro tipos de Lepra (Lv 13.2, 4, 26, 31) e
o diagnóstico aplicado para cada tipo.
Muitas das vezes ela é chamada de praga da
Lepra, e os sintomas descritos eram inchações, pústulas, ou empola branca. O
diagnóstico estava sob a responsabilidade do Sacerdote que avaliava cada caso.
Se acaso não conseguisse identificar a doença, o indivíduo era isolado e, após
sete dias, voltava novamente. Ao examinar, o sacerdote o declarava limpo ou
impuro.
Hoje
sabemos que a lepra é transmitida de pessoa a pessoa, através do contato
prolongado, principalmente quando a pessoa tosse ou respira e a pessoa saudável
respira as gotículas da bactéria. Ela não se pegar por: aperto as mãos ou
abraçando; sentados um ao lado do outro no ônibus; sentados juntos em uma
refeição; nem de mãe para filho durante a gravides ou ato sexual. É uma doença
que pode estar oculta porque os sintomas muitas das vezes só começam a aparecer
entre 2 e 20 anos. É a causa de observar essa doença mais em adultos, porque
até criança pode se contaminar.
Nos tempos bíblicos, ainda não tinha
encontrado um tratamento que o curasse como atualmente, o que ocasionava
medidas de catástrofe. Era considerado impuro e tinha que abitar distante da
cidade; em lugares conhecidos como leprosários, esses lugares foram instituídos
pelos judeus e chamavam-se de “Vale dos Leprosos” que existiu durante a idade
média e moderna, instituídos pela igreja católica.
A doença estabelecia três tipos de exclusão:
território, pois o indivíduo teria que morar fora da cidade. Social, distância
dos amigos, parente, filhos, esposa, todos quanto convivia. Espiritual, pois
era considerada uma pessoa condenada por Deus, assim sofrendo fisicamente,
espiritualmente, emocionalmente. Além disso, quando um se aproximava, eles
deveriam gritar: imundo, imundo!
Casos de lepra no antigo testamento
As primeiras menções na história da Lepra
aparecem no Egito há 4000 anos a.C. Foram achados esqueletos nas escavações com
marca da doença. E Hipócrates também faz algumas declarações para os seus
alunos sobre ela em 460 a.C., na Bíblia encontramos 55 vezes referência no antigo testamento a ela e
13 vezes no novo testamento.
A lepra em Moisés
A lepra era uma doença mais temida da época.
Deus, para mostrar seu poder diante de Moisés, manda Moisés colocar a mão no
peito e, quando tira, estava leprosa, não a mesma lepra conhecida com
Hanseníase, mas uma enfermidade cutânea na época, mas temida (Êx 4.6).
Lepra em Miriam
Miriam, por questionar a autoridade que Deus
deu ao seu servo, ficou leprosa instantaneamente e já nos
últimos estágios da doença (Nu 12.19-16). Mas seu irmão Arão, sumo
Sacerdote, rogou por sua irmã, ela teve que ficar isolada durante sete dias.
Lepra em Naamã
Naamã foi um chefe do exercido da Síria,
guerreiro que avia conquistado muitas guerras, mas tinha esse mal, a praga da
lepra, um homem que convivia com a sociedade. Existem duas hipóteses que tenta
responder porque Naamã não teve que ficar isolado. Um em que as leis
estabelecidas em Israel não teriam vigo na Síria por ser outro país; segundo,
que sua lepra não era a Hanseníase que obrigava viver fora da sociedade. Sua
história está em II Reis, capítulo 5.
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| Imagem de Elefantíase |
Lepra de Jó
Jó foi ferido Satanás, segundo o próprio
livro, mas os antigos atribuíam que essa doença era a elefantíase por levar o
mesmo nome “shehim” que aparece em outra passagem bíblica, deuteronômio 28.35.
A lepra do rei Uzias
Uzias foi uns dos melhores Rei e
reformadores, no livro dos reis seu nome aparecer como azarias, foi um Rei que começou
bem como muitos, porém seu orgulho foi a causa de sua decadência no final de
seu reino (II Cr 26.16), prosperou muito por obedecer a deus e seguir os
conselhos dos profetas, uns de seu pecado foi usurpa o lugar do Sacerdote
oferecendo incenso em seu lugar. Ficou leproso e morou em lugar separado dos
demais até sua morte (II Cr 26.21). “E dormiu Uzias com seus pais, e o
sepultaram com seus pais no campo de sepultura que era dos reis, porque
disseram: leproso é” (II Cr 26.23).
LEPRA NO NOVO TESTAMENTO
No tempo de Jesus, as mesmas leis sobre a
lepra ainda estavam em vigor, mas a fama de Jesus foi se espalhando, a palavra
de esperança para os enfermos chegou até nos lugares mais sóbrios onde os
leprosos habitavam.
Simão, o Leproso
A Bíblia não faz muitas menções sobre Simão,
o leproso. Provavelmente o texto está se referindo ao que era leproso (com
certeza Jesus já avia curado ele em outra ocasião), porque era proibido estar
em meio sociais, nesta mesma casa em que mora Lazaro, com sua irmã.
Os dez leprosos
Jesus, quando estava entrando em uma aldeia,
foi logo dez, de uma só vez, roga a Jesus, por misericórdia. Eles pararam de
Longe, mas não gritaram: imundo, imundo! Mas “mestre tem misericórdia de nós”
(Lc 17.13). Jesus os mandou irem se mostrar ao Sacerdote, provavelmente ao meio
do caminho, olhando um para o outro, perceberam que estava sarado, porém, só um
veio agradecer a Jesus. Os outros 9 foram como ao Sacerdote, como está na lei
para se mostrar ao Sacerdote, porém aquele veio logo agradecer a Jesus. (Lc
17.11-18).
Ação de Jesus para com os leprosos e a atitude da igreja na idade média
Enquanto os leprosos eram desprezados pelos
Sacerdote e a comunidades, Jesus o perdoava e o curava, isso serviu como
exemplo para igreja, que durante a alta idade média entre o séculos V à X, para
dar um auxílio as doenças e aos, mas fracos surgiu a instituição dos hospitais
que foi reconhecido pelo imperador Justiniano 525-565 d.C. esses hospitais
davam diagnostico aos doente e realizava tratamento, durante as cruzadas foram
criados 320 leprosário para tratar dessa doença, esse s leprosário eram hospitais
onde avia atitude humanitária e se chamavam lazaretos com atendimentos
específicos.
Conclusão:
Hoje Já se sabe que existem muitas doenças
que era considerada incurável durante a antiguidade, e que a maioria tem cura
ou tratamento, é deve da igreja não receita remédio mais encaminha para um
especialista na área e se possível da Apoio emocional e até financeiro, pois
somos uma comunidade em cristo.
Referência:
SANTOS,
Edvanio vicente. Lepra na Bíblia. Disponível em: Leprosos na Bíblia. Disponível
em: tesecacusigrejas.
CDC,
doença de Hansen (Lepra). Disponíveis em: https://www.cdc.gov/leprosy/index.html
Acesso
em 11 de abr. de 2024.
ÁGAPE, Ministério Seara Lepra
Disponível em: https://www.searaagape.com.br/estudobiblicosobrealepra.html.
Acesso em 12 abr. 2024.
BÍBLIA. Almeida corrigida 1995. CPAD.

