Hebraico Bíblico-importância dos textos massoréticos.

Hebraico Bíblico
Hebraico Bíblico

 hebraico é a língua em que 95% do antigo testamento foi escrito originalmente, diferente do português, que não possui vogais em seus caracteres. Contém 22 letras, todas consoantes, e não contém nenhuma vogal. Porém, ao pronunciar, notamos que existem vogais ocultas mesmo sem ter caracteres até o século VI d.C. Foi durante esse período que o grupo de judeus conhecido como massoretas criaram os atuais caracteres para representar as vogais.

 

A origem do hebraico

A palavra hebraico vem da nação dos hebreus, que podemos encontrar referência no livro de Gênesis 10.25, Éber “Ivri”, que foi um descendente de Sem, conhecidos como semitas. Abraão também é chamado de hebreu, ou seja, “Ivri” (Gn 14.13), o qual significa “aquele do outro lado”.

Abraão e seus descendentes adotaram a língua canaanita e posteriormente o arameu, língua predominante na região de Canaã. O sistema da escrita hebraica tem a forma da escrita fenícia, até o século II a.C. predominava esse formato.

 

Os quatro períodos da língua hebraica

A história do hebraico é geralmente dividida em quatro períodos, o antigo Testamento foi escrito no período clássico da língua que vai do século XIV até o III a.C. Vejamos:
 

Bíblico ou clássico, neste período foram escritos diversos escritos judeus, principalmente o Antigo Testamento, é estudado frequentemente por teólogos, arqueólogos, judeus e linguista.

 

Mishnaico ou rabínico, e o hebraico que compõem o Talmude, um livro que tem duas partes principais, a “Mishná” e o “Guemará”. Onde reúne toda tradição judaica, apresentando interpretação e comentário da Lei. O novo testamento chama de tradição dos anciões. Escrita no século II d.C.

 

Hebraico medieval, o hebraico entre os séculos VI e XIII d.C. já está em declínio e estavam preservados somente em documentos dos filhos de Israel. Nesse período, muitos vocabulários grego, árabes, hispânicos e de outros idiomas foram acrescentados.

 

Hebraico moderno é a atual língua do estado de Israel. Desde a criação do estado em 1948, a língua foi ressuscitada através do esforço de Bem Yehuda que fundou o comitê de língua judaica.  Muitas palavras foram criadas para se adaptar à atualidade.


O alfabeto hebraico

       O alfabeto hebraico é conhecido como alf-beith, é composto por 22 letras, todas consoantes e se escreve da direita para esquerda. Vejam:

 

רֵאשִׁית בָּרָא אֵת אֱלֹהִים שָׁמַיִם אֵת אֶרֶ


As vogais são conhecidas por nome de pontos massetéricos, criados durante o século VI d.C. 
 

Os massotéricos.

Depois que Jerusalém foi destruída pelos romanos no ano 70 d.C. os judeus se espalharam pelo mundo, o hebraico aos poucos começou a declinar, alguns grupos de judeus formaram escolas que ficou conhecida como massará, entre os séculos V até X d.C. eles criaram portos diacríticos que serviria para pronúncia as vogais corretamente.

Contudo, em toda história, nunca deixaram de ler e escrever em hebraico, isso se comprova pela variedade de livros escritos durante a Idade Média de Sabedoria, Filosofia, Poesia e outros...

 

 A importância do hebraico

Hoje, se usam os textos massetéricos, como fonte para a maioria das traduções para outros idiomas, a tarefa de traduzi a Bíblia do hebraico para outra língua exige muitas ferramentas como: dicionários, léxicos, concordâncias e gramáticas.

Segundo Dotan, a massorá é muito importante para o entendimento de vários aspectos do texto bíblico hebraico, servindo como guia e regra para ortografia, acentuação, pronúncia, estilo redacional, sintaxe, exegese, midrash e semântica.

 

Conclusão:

Porque é importante conhecer o hebraico, o hebraico foi onde quase todo o antigo testamento foi escrito, foi utilizado o hebraico com os textos massetéricos como tradução da maioria das Bíblias contemporâneas. E é onde podemos recorrer quando temos dúvidas de alguns textos na tradução do português.

 

Referências:

INTERPRETAÇÃO, bíblica, Ed. InterSaberes. 2015

ARNALDO, Sá, hebraico Bíblico, academia Edu. Acesso em 20, Abr. 2024.

FRANCISCO, Edson de Farias, A Importância e a Utilidade das Anotações Massoréticas para a Tradução da Bíblia Hebraica. Academio Edu. Acesso em: 20 abr. 2024.